quinta-feira, junho 09, 2011

Somos todos especiais...

  



                                                                                                                 Por Daniela Venas 
Fala-se muito hoje sobre a inclusão de indivíduos portadores de necessidades especiais, mas quem são eles?
Quem somos todos nós, senão portadores de necessidades especiais? Muitos se acham superiores e excluem pessoas com limitações físicas e mentais, são “os diferentes”, mas quem de nós é igual ao outro?
Pegamos-nos volta e meia sem saber lidar com essas questões, fazemos vista grossa por medo de encarar a realidade, de sinceramente não saber lidar com os próprios preconceitos, que no fundo estão ali mascarados, mas, presentes.
Como educadora me ponho a refletir sobre tais questões, apenas somos obrigados a incluir, socializar os alunos, sem suporte e sem preparação, onde está mesmo a inclusão? Boa pergunta.
Na verdade a inclusão está também na conscientização de estar no lugar do outro, do pensar na coletividade, de desmascarar o egoísmo, a individualidade…
Somos todos limitados, precisamos sempre do outro e isso é fato, não podemos fugir das nossas necessidades individuais e especiais, todos, sem distinção de cor, idade  ou formação acadêmica.
Todos lidam sozinhos ou precisando do auxilio do outro com suas fraquezas, essa certeza é que não existe nas pessoas que se direcionam com um olhar de pena e desprezo para outras que são pormenorizadas quando demonstram suas fraquezas, pessoas que são humanas, apenas humanas, como todas as outras, frágeis, inseguras. Elas precisam de respeito isso sim, serem olhados como seres normais independentes de suas limitações, o mundo precisa se adequar a tantas coisas, nós, precisamos nos moldar a tantas coisas, porque não se adequar de forma natural a isso?
Quando percebermos que somos iguais em nossas limitações, quebraremos a corrente do preconceito e nos tornaremos melhores em nossa essência.

sexta-feira, junho 03, 2011

Perdão

Para Cris Paixão

Dedico esse texto a você uma amiga inigualável que me ajuda a construir o meu caminho todos os dias. Hoje esse texto é especialmente para você!
Junto com um pedido de perdão e todo amor verdadeiro que rebenta o meu peito.
Por que amizade é assim!





Por Luanda Nascimento


Demoramos muito tempo…
Para construirmos amizades brilhantes!
Cotidianamente traçamos sentimentos verdadeiros…
Que nos deixa envolver e construir algo que
se chama amor…
Sim, família fantástica que nos permitimos escolher…
Família emocionante de todos os dias. Família de amor…
De cuidar, de chorar junto, de se preocupar, de querer ajudar,
de zelar ao acordar, de não deixar se sentir só.
Mas chega um dia em que nós humanos demais, nos deixamos
envolver por coisas que não são tão significantes em nossas vidas.
E aí começa a acreditar que o outro tem inúmeros defeitos e,
acabamos percebendo que não somos fortes demais para reconhecer
que nós também temos os nossos.
E temos muitos, e não os enxergamos de forma nenhuma!
E chega um dia que nos dizem energicamente dos nossos defeitos e
tudo parece desmoronar.
 Castelos de areia a se desmanchar! Você se perde,
e acha que se perdeu para o outro!
 Para o outro que você aprendeu a amar!
Mas no fundo, no fundo! Quando se coloca a cabeça no lugar…
Acabamos percebendo da burrada que é desconstruir amores verdadeiros,
se o são, jamais virará pó.
Então resolvi olhar para dentro de mim, hoje, e tentar perceber os meus erros…
Porque amizade é assim, porque amizade, não tem hora nem lugar para se pedir
Perdão! Sentir assim esse amor verdadeiro dentro de meu coração
Rebentar por dentro! E costurar os remendos de minha alma!
Por que amizade é assim!







sábado, maio 21, 2011

ISSO EXPLICARÁ TUDO...


                                                                                                                      Por Luanda Nascimento
Às vezes fica difícil entender
Aos corações…
E sem imaginar ao certo
Quando vamos tocá – los
Brota dentro da gente
Um turbilhão de emoções
Sem saber o caminho…
Que se deve seguir!
Implorando para navegares
Dentro de mim!
Dentro de nós mesmos.
E sem paradeiro, sozinhos…
Passarinho fora do ninho…
Somos apenas imagens em
um espelho qualquer.
Imagens…
Imagens construídas de imperfeição…
Mas cada ser deve ser aceito
Como eles de fato são…
Imagens perdidas
Frágeis de amor?
Medo de não resistir.
Mas para que tanta dor.
Se passarinho fora do ninho…
tem a liberdade de voar
E os pássaros não voam sozinhos.
Sons eternos de amor fora do ninho!
Os cantos dos passarinhos
que encontraram um ao outro…
E quando ficar difícil
Entender os corações
e o medo de tocá – los reaparecer
Sem saber qual o caminho
que se deve seguir…
Olhe para dentro de sua alma
E reconheça que dentro das imagens perdidas
Existe amor!
Isso explicará tudo…

quinta-feira, maio 19, 2011

DESCOBRIR-SE


Por Daniela Venas

Assisti ao filme Comer, Rezar e Amar e fiquei empolgada ao ler também o livro. O livro é baseado numa história real vivida pela autora Elisabeth Gilbert, que no filme é representada pela atriz Julia Roberts, e verdadeiramente me encontrei no enredo do filme, recomendo a todos, em especial as mulheres, à aquelas que procuram uma boa reflexão sobre o encontro com si mesma.
Depois de algumas decepções amorosas Lis, a protagonista da história trilha um roteiro de viagens para um encontro consigo mesma, ao certo um encontro que grande parte das mulheres contemporâneas procuram.
A grande viagem que pude constatar não foi a que rompe os limites geográficos, mas o mergulho no próprio eu, a busca de um equilíbrio que nos façam melhores, melhores pra os outros e para si próprio.
Para a mulher se distanciar da emoção é praticamente impossível por mais sensata e racional que esta seja, são poucas que podem se livrar da verdadeira essência do ser mulher, a explosão de sentimentos, o engendrar de cabeça no mundo das sensações.
A verdadeira magia do relacionamento para as mulheres é sentir o outro verdadeiramente se completar na parte que se integra a si, mas muitas vezes esse não é um processo fácil, nem para elas e nem para eles, mas assim como no filme nada como um exercício de adaptações, aprender um pouco com as lições ilustradas nele.
Como os italianos aprender a degustar os bons sabores, expressar-se com os gestos de forma intensa, sentir o sabor da vida sem culpa, assim como os indianos buscar através de um exercício de paciência e disciplina o equilíbrio com o próprio eu.  E depois de exterminar os próprios fantasmas encontrar a liberdade e então entender que as vezes para amar é preciso perder um pouco o equilíbrio e isso não é nenhum pecado.
Com isso podemos aprender que não há mal nenhum quando nos sentimos inseguras e quando expressamos o que sentimos, o importante é estar em equilíbrio consigo mesma.
Caras mulheres a felicidade está mais dentro de nós do que em qualquer outro lugar e nós só contemplaremos o outro com essa felicidade se soubermos nos deleitar com ela, saborear-se com seu próprio eu, agradar a si mesma. Enfim conhecer sua alma, suas fraquezas abrir-se para si.
Transcender-se como mulher, expor a alma através do olhar é grandioso, não é fraqueza expor sentimentos, mas virtude, que cabe a poucos por isso é tão difícil aceitar e compreender para muitos a emoção o carinho.
Só um leve conselho que estou tentando seguir, para aquelas pessoas que não aceitam, nem entendem seus sentimentos recomendo algo, uma viagem para bem longe de você. (risos)

sábado, abril 30, 2011

Peregrino do amor - João Paulo II

Quanto já me emocionei ao ouvir a tua voz
Quanto já chorei ao ler o que escreveu a nós
Pregou com tua vida e fez a igreja assim crescer
O mundo deu perseguições e Deus te deu consolações
O teu amor embriagou o mundo
Que fez a tantos jovens mergulharem mais fundo

És o Peregrino do Amor
Buscou os jovens com tanto ardor
Ninguem jamais andou por tantas terras
Nem levou a paz a tantas guerras
Tentaram até calar a tua voz
Em troca revelou o Céu a nós
Um Mendigo do meu Senhor
Por isso eu te sigo
Peregrino do Amor

Olhando tua agonia só posso imaginar
Que a própria Virgem Maria veio te buscar
E com os anjos te levou ao mais lindo lugar
E todos os Santos lá estavam a te esperar
Foi por ter buscado a tantos jovens
Em tua páscoa a juventude veio a ti

Tão grande era a força do teu bem
Que até os maus vieram e te buscaram também
És o Peregrino do Amor
Buscou os jovens com tanto ardor
De tuas fraquezas não nos fez segredo
E deu a ordem pra não termos medo
A fé não está no corpo que se inclina
Mas está na alma do que crê
Eu creio que és o nosso intercessor
Por isso eu te sigo
Peregrino do Amor
                     Anjos de Resgate


Uma homenagem ao peregrino de Deus, peregrino da Paz, o Papa dos Jovens...

Que possamos seguir o seu exemplo!!!  João Paulo II

Postado por Hélia Lima

quinta-feira, abril 14, 2011

Ressurreição, tempo de misericórdia.


Ressurreição, tempo de misericórdia. O tempo é de ressurreição. Já não podemos mais ouvir os gritos do calvário, o movimento curioso de quem desejava a tragédia , a morte pública e cruel. O que temos é o jardim vistoso sugerindo primaveras. A vida revestida de cores mansas como se uma chuva miúda devolvesse aos poucos o frescor que combina com as manhãs.
O que me instiga em tudo isso é a falta de provas para o fato. O sepulcro estava aberto, vazio. Mas isso não era o suficiente para que a ressurreição fosse proclamada. Alguém poderia ter roubado o corpo. Não faltariam incrédulos para essa suspeita.
A certeza da ressurreição não consiste em provas materiais para o fato. A imposição dessa verdade não passa pela materialidade do mundo, nem tampouco pode ser explicada através das claras regras que foram postuladas por nossa razão cartesiana.
Estamos falando de algo maior, superior. O que despertou o grito da ressureição foi o encontro dos olhares de quem havia estado com Ele. Foi o momento em que João reconheceu em Pedro a presença do Mestre. Resquícios esquecidos na alma, doação existencial que o configurava de forma renovada, como se tivesse nascido de novo.
[...]
É o ser emprestado em sacramento, força que o altar atualiza e que a alma recebe prostrada, generosa. A sobrevivência do Cristo passa pela alma que o aceita. É preciso acolher o dom de ser ressurreto. Passa pela nossa carne esta mística que nunca terá fim. Não aceitá-la é o mesmo que viver a privação da felicidade. Não é possível ser feliz fora desta dinâmica. As religiões nos ensinam. É preciso aprender. O altar estendido é o banquete do encontro. O Cristo sentado à mesa nos ensina de forma simples e duradoura que é preciso crescer na ressurreição. Ele nos dá de comer. "Isto é o meu corpo". Ele nos dá de beber. "Isto é o meu sangue".
É Nele que nos transformamos. Quando por Ele nos decidimos, Dele nos tornamos continuidade. Cada um ao seu modo vive o seu processo. É estrada humana também. Jesus nos ensinou a humanidade antes de nos propor o céu. Por isso o aperfeiçoamento de tudo o que é humano é exercício de santidade. O pecado nos mata, mas a ressurreição nos socorre.
Viver e morrer são dinâmicas inevitáveis. Cada um sabe o tanto que morre. Cada um sabe o tanto que vive. As escolhas estão por toda parte.
Mas o Cristo está diante de nós. Em suas mãos não há outra coisa senão a sua Misericórdia. O motivo de sua morte é o motivo de nossa vida. Ele morreu porque quis nos ensinar que a justiça divina compreende também a sua capacidade de amar. Ele nos deu o direito de sermos íntimos do Pai. Ensinou caminhos simples, diretos, sem rodeios.
Ensinou que podemos ser santos, mesmo sendo proprietários de tantos defeitos. Ensinou que há sempre uma esperança escondida dentro de nós, e que procurar por ela é um jeito bonito que temos de colocar os nossos passos nas marcas de seus pés.
Neste tempo de Ressurreição queiramos a sua misericórdia.

Eu quero. Queira também. Eternamente.
           Padre Fábio de Melo
                                                       Postado por Héla Lima

sexta-feira, abril 08, 2011

Tragédia em Realengo













Por Luanda Nascimento



Rio de Janeiro…

Parecia um dia comum onde todos iam seguir sua rotina diária, levantar, tomar café, passar o seu dever de casa, ajudar os pais ao sair para escola, enfim, seguir a sistemática forma de encarar as nossas responsabilidades cotidianas.
Parecia mais um dia em que esses adolescentes teriam o prazer de sonhar com suas profissões, com a festinha e o sorvete no final de semana, com o almoço na casa da avó, com o descanso com os pais, com o trabalho que o professor de matemática passou no colégio. Sonhar com a infinita forma com que adolescentes sonham com a vida.
Parecia uma quinta feira feliz, quase véspera de final de semana, e esses adolescentes encarariam a sala de aula para conseguirem aprender não só o conteúdo, mas um pouco do que se deve aprender todos os dias em um ambiente escolar, Como o respeito e a cidadania, dignidade e paz, tudo isso para a construção de um mundo melhor.
Mas não foi um dia qualquer, nem para esses adolescentes que tiveram a vida ceifada, nem para nenhum de nós brasileiros, povo que luta todos os dias para sustentar sua família no final do mês, povo que derrama o suor e às vezes até as lágrimas para sustentar os seus filhos e tentar dar a eles, o melhor que eles podem dar. Povo sofrido, mas batalhador.
 É não foi um dia qualquer… e sim um dia onde houve muito derramamento de sangue, muita dor no peito da nossa nação.
O que leva um ser como esse atirador, voltar a sua escola de origem e atirar em crianças e adolescentes? Seria a sua falta de amor? Seria o seu complexo de inferioridade diante dos outros seres? Seria a sua rejeição diante da vida? Os rótulos, a introspectividade, o silêncio, a dor do abandono da mãe biológica, a dor existencial? A falta de Deus?
Essas respostas são incógnitas que aparecem como ulcerações nunca cicatrizadas.
Não saberemos de fato o que levou esse homem a fazer tudo isso, mas só fica a certeza em nossos corações doídos que, devemos lutar para que tragédia maior não venha acontecer novamente.
Devemos investir em políticas públicas para desarmar esse povo, fazer campanha pela paz, trabalhar o eu humano, ceifar a violência pela raiz. Sociedade doente da falta de estruturação governamental e doente também da alma.
Sociedade que gera Wellingtons, e quantos mais aparecerão se não procurarmos agora restabelecer o que nos resta. Wellingtons que atirarão em josés, em Rafaeis, em Larissas, em Marianas, entre outros inocentes…
Inocentes que queriam construir suas vidas…
Tragédia em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na escola Municipal Tasso da Silveira. 12 crianças mortas e inúmeras feridas.
Definitivamente, esse dia 07 de abril de 2011 jamais será esquecido por nós.